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Um dia – além dos Órgãos, na poética Friburgo – isolado dos meus companheiros de estudo, tive saudades da casa paterna e chorei.
Era de tarde; o crepúsculo descia sobre a crista das montanhas e a natureza como que se recolhia para entoar o cântico da noite; as sombras estendiam-se pelo leito dos vales e o [...]
É um poema dramático em que Goethe trabalhou desde a juventude; teve a sua primeira parte publicada em 1808, e a segunda, postumamente.
Neste volume, a obra é apresentada na magnífica tradução de Agostinho D´Ornellas.
A avenida das lágrimas – A um Poeta morto
Quando a primeira vez a harmonia secreta
De uma lira acordou, gemendo, a terra inteira,
- Dentro do coração do primeiro poeta
Desabrochou a flor da lágrima primeira.
E o poeta sentiu os olhos rasos de água;
Subiu-lhe à boca, ansioso, o primeiro queixume:
Tinha nascido a flor da Paixão e da Mágoa,
Que [...]
Set ope all shutters, that the day come in
Abram-se as janelas e que entre o dia
Like a sea or a din!
Como um mar de ruído!
Let not a nook of useless shade compel
Nem reste um canto de vã sombra a compelir
Thoughts of the night, or tell
Pensares noturnos, ou contar
The mind’s comparing that some things are sad,
Ao [...]
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste, Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais, E já quase adormecia, ouvi o que parecia O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
“Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais.”
Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, em 13 de julho de 1888 (dia de Santo Antônio, padroeiro da cidade). Mas pouco tempo depois, quando ainda tinha cinco anos, seu pai morre. Anos depois, sua mãe se casa com um oficial da Marinha, o comandante João Miguel Rosa, que logo é designado para cônsul de [...]
Com Cancioneiro, a L&PM dá continuidade à publicação da obra de Fernando Pessoa, que já conta com Mensagem, Odes de Ricardo Reis, Poemas de Alberto Caeiro, Poemas de Álvaro de Campos e Poesias, todos em formato de bolso.
Esta edição, organizada por Jane Tutikian, apresenta ao leitor os poemas assinados por Fernando Pessoa com seu próprio [...]
SEI QUE DESPERTEI e que ainda durmo. O meu corpo antigo, moído de eu viver, diz-me que é muito cedo ainda. . . Sinto-me febril de longe. Peso-me não sei por quê. ..
Num torpor lúcido, pesadamente incorpóreo, estagno, entre um sono e a vigília, num sonho que é uma sombra de sonhar.
Minha atenção bóia entre [...]
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