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Tweetar Esta obra publicada em 1888 é um romance naturalista, onde o autor aborda temas polêmicos que a literatura da época procurava ignorar como divórcio, amor livre e um novo papel para a mulher na sociedade. Texto condensado (Celso Leopoldo Pagnan) enriquecido com notas explicativas, Biografia e Bibliografia do autor. Para ajudar na compreensão do [...]
Tweetar Na estrada que conduz de Lisboa a erguia-se há poucos anos uma casa de bonita aparência, com sua vinha verdejante, seu pomar odorífero, seu jardim pequeno, mas bonito, suas alamedas, curtas mas frondosas. O muro da quinta era alto bastante, e contudo os ramos das faias e dos choupos gigantes debruçavam-se sobre ele, assombrando [...]
Tweetar Um dia – além dos Órgãos, na poética Friburgo – isolado dos meus companheiros de estudo, tive saudades da casa paterna e chorei. Era de tarde; o crepúsculo descia sobre a crista das montanhas e a natureza como que se recolhia para entoar o cântico da noite; as sombras estendiam-se pelo leito dos vales [...]
Tweetar A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na visinhança da rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janellas Verdes, pela casa do Ramalhete ou simplesmente o Ramalhete. Apesar d’este fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, [...]
Tweetar Aspiração… desejo aberto todo Numa ânsia insofrida e misteriosa… A isto chamo eu vida: e, d’este modo, Que mais importa a forma? Silenciosa Uma mesma alma aspira à luz e ao espaço Em homem igualmente e astro e rosa! A própria fera, cujo incerto passo Lá vaga nos algares da deveza, Por certo entrevê [...]
Tweetar “A princesa de Babilônia” é uma novela de leitura agradável, além de extremamente instrutiva. Voltaire apresenta, concomitantemente: amor ingênuo e puro, amor carnal, fidelidade e traição, amizade, ódio, vingança, inveja, prazer e dor, guerras, mortes, ressurreição, afeição e respeito pelos animais. O jovem herói Amazam se apaixona por Formosante, a princesa da Babilônia. Julgando-se [...]
Tweetar O sorriso dos velhos é porventura uma das coisas mais adoráveis do mundo. Não o era porém o de João Barbosa no último dia de setembro de 1868, riso alvar e grotesco, riso sem pureza nem dignidade; riso de homem de setenta e três anos que pensa em contrair segundas núpcias. Nisso pensava aquele [...]
Continue lendo sobre: Machado de Assis – A melhor das noivas
Tweetar CRISÂNTEMOS Sombrios mensageiros das violetas, De longas e revoltas cabeleiras; Brancos, sois o casto olhar das virgens Pálidas que ao luar, sonham nas eiras. Vermelhos, gargalhadas triunfantes, Lábios quentes de sonhos e desejos, Carícias sensuais d´amor e gozo; Crisântemos de sangue, vós sois beijos! Os amarelos riem amarguras, Os roxos dizem prantos e torturas, [...]
Continue lendo sobre: Florbela Espanca – A Mensageira das Violetas
Tweetar A obra já começa a intrigar pelo título, um paradoxo: como pode um banqueiro, o homem do dinheiro, ser também um autêntico anarquista? Eis um verdadeiro mistério, um crime contra a lógica, que talvez explique o motivo de Fernando Pessoa ter classificado seus contos O Banqueiro Anarquista entre eles como policiários ou de raciocínio. [...]
Continue lendo sobre: O Banqueiro Anarquista – Fernando Pessoa
Tweetar Na obra de José de Alencar, Cinco Minutos, publicado em 1856, inclui-se entre os chamados romances urbanos, que retratam os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. Principal escritor brasileiro do período do Romantismo, José de Alencar publicou vinte romances, nos quais procurou mapear o país em todas as suas dimensões, utilizando os recursos [...]


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